sábado, 29 de maio de 2010

- Já vi: Raging Bull (1980)

RagingBullRaging Bull – O Touro Enraivecido 

Jake La Motta (Robert DeNiro) é um temido boxeur que vai ascendendo no ringue assim como encara a vida, ou seja, feroz, violente e impulsivo fora e dentro do ringue, Raging Bull, mostra-nos o verdadeiro Touro Enraivecido que La Motta foi durante a sua vida com os adversários e com as pessoas envolvidas na sua vida pessoal.

 

Desde o primeiro frame a preto e branco, com o slow motion envolvido num boxeur, uma sublime banda sonora (que se reflecte tanto no início como no resto da obra) é-nos apresentado num vermelho sangrento o nome da obra. Em 1980, em plena época colorida a nível cinematográfico e televisivo, esta obra assume-se como um ode à livre expressão e como uma revolta que, silenciosamente, profere “ O preto e branco está aqui” e caracteriza-se por algo que a cor nunca poderia ter-nos trazido. O realizador? Martin Scorsese.

 

Portanto, desde já posso adiantar que esta obra é, provavelmente, a obra-prima de Scorsese. Prima pela espectacularidade no retrato social e pela forma crua e viva como narra os acontecimentos de uma vida decadente. Assume-se, então, um primor de qualidade espantoso no início de uma década que nos trouxe obras intemporais como Star Wars.

Uma vez no topo, é sempre a descer, são palavras ditas por o espectacular DeNiro na sua violenta e sublime interpretação de La Motta e que assume como as palavras do filme mas ao contrário, pois, a obra atinge um máximo de obra-prima e desde aí que não desce.

Martin Scorsese assina assim uma obra tanto arriscada como sublime, impulsionando-nos assim para um derrame de violência fora e dentro do ringue que nos levará, literalmente, ao chão!

 

raging

4 comentários:

Jackie Brown disse...

Curiosamente... não me desperta especial curiosidade!

Irei vê-lo com certeza, mas vou esperar que venha ele ter comigo :D

Abraço

Nekas disse...

Rui, depois diz-me qualquer coisa.

Abraço

Roberto F. A. Simões disse...

Da primeira à última cena, um triunfo sem precedentes. Um dos melhores filmes do mestre, capaz de deixar qualquer um completamente... K.O.!

Cumps.
Roberto Simões
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Nekas disse...

Roberto, disseste tudo!

Abraço