sábado, 12 de junho de 2010

- The Wrestler (2008)

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The Wrestler – O Wrestler

The Wrestler foi ditado, em parte, pelo grande regresso (ou ressurreição, se preferirem) de Mickey Rourke. Assim como Rourke, a sua personagem, Randy, ressuscita. Rourke nos palcos da interpretação. Randy nos palcos do wrestling. O laço que os une é que nos filme são o mesmo, simplesmente sublimes com uma epopeia de vida formidável e, em parte, semelhante.

 

Então, situamo-nos na história. Randy é um lutador de wrestling que fora dos seus grandes momentos de glória ainda dá pequenos espectáculos a fim de se manter vivo tanto financeiramente como socialmente. Sim, pois Randy vive daqueles combates totalmente sincronizados embora já não possua a garra de antes mas abraça-se com o carisma e o carinho do público de sempre. Mas Randy vai ter um ataque cardíaco que, de certa forma, vai-lhe despertar para a vida e ver o sentido desta mesmo fora do ringue. Randy, começa uma luta de afogar a sua solidão e manter os laços de amizade com a stripper Cassidy ( Marisa Tomei, num registo formidável) e reaver o amor da sua filha, Stephanie (Evan Rachel Wood).

 

Love. Pain. Glory. Palavras que, por muitos, ditam este filme extremamente afectivo mas, no entanto, eu apelido-o de um filme só, um filme de onde o valor mais alto se acentua é da solidão, afinal, todos morremos sós. Talvez seja esse mesmo o grande propósito desta produção independente de Darren Aronofsky que já nos apresentou com com o subvalorizado The Fountain e o esplêndido Requiem For a Dream (Crítica aqui). Talvez este seja um trabalho menor na carreira do realizador mas que serviu para os seus objectivos – ressurreição de Mickey Rourke e mostrar-nos os caminhos amargos e felizes que uma carreira e, por sua vez, uma vida pode ter. Pois a vida pode atingir o fundo mais fundo do mundo mas a esperança é sempre a última a morrer.

 

Focando no último parágrafo, Aronofsky mostrou-nos o sublime Mickey Rourke, deu-nos a ouvir espantosas músicas perfeitamente coordenadas para aqueles momentos específicos mas, mais que isto, Aronofsky quis dar-nos uma lição de vida. Missão Cumprida.

 

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20 comentários:

Movie Lover disse...

Gostei muito do filme quando o vi.
A maneira como a câmera seguia Rourke era muito bem conseguida. Sentia-me como se lá estivesse.

A história como falaste é de solidão e passa muito bem a mensagem.

Um filme intimista.
Boa critica.

Abraço.
http://vidadosmeusfilmes.blogspot.com/

Roberto Simões disse...

Apesar de não ser o Aronofsky que prefiro e que reconheço como um dos mais geniais realizadores da actualidade, estamos perante um filme irrepreensivelmente bem feito. De um realismo incrível.

5*

Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «

ArmPauloFerreira disse...

Ainda não o vi... tenho-o gravado na Zon box há meses mesmo. Este e montes de outros também. Mas estive a ver alguns trechos e estava muito bom o pouco que vi.

Bruno Cunha disse...

Bruno, o filme é mesmo tocante e Rourke está ao nível.
Obrigado.

Roberto, Aronofsky já fez melhor como já disse, mas, curiosamente, este é o filme com mais realismo dele, aliás, é totalmente realista e retrata a vida em si, talvez por essa diferença dos restantes trabalhos, os fãs tenham ressentido mas não deixa de ser um filme sublime.

ArmPauloFerreira, então vê! :)

Abraços

Mateus Souza disse...

Gosto bastante de O Lutador (nome que o filme ganhou por aqui). Apesar de ter uma temática batida (o filme que deu o Oscar a Jeff Bridges esse ano é praticamente igual a esse) o filme tem um tom dramático excepecional. Mickey Rourke está ótimo e merecia, sim, o Oscar por esse papel.

Abraço.

JB disse...

Para mim é dos filmes mais sobrevalorizados dos ultimos tempos... é para mim uma cópia barata de "Rocky 1" ou mesmo de "Rocky Balboa" (o ultimo). E Rourke que me desculpe mas fica a perder para Stalonne (enquanto Rocky)

Bruno Cunha disse...

Mateus, o tema é um pouco retratado por todo o lado mas, no entanto, Aronofsky e Rourke dão outro rumo a esta história.

João, acho que não faço comparações. Rocky é caracterizado por clichés e por falas baratas e mais algumas coisas que eu pude reparar em pequenos minutos que vi dos filmes.
Mas opiniões são opiniões.

Abraços

Marcelo Pereira disse...

Um filme rídiculo. Um drama de fazer chorar os mais fáceis e uma interpretação de Rourke pseudo-sentimental (ele limita-se a ladrar durante todo o filme, perdoem-me se não valor a uivos). Como é que Aronofsky comete uma calamidade destas?

Abraço

Back Room disse...

É um filme competente, mas nada de especial. É banal e facilmente esquecido.

Vi-o em sala, no Fantas do ano passado. Hoje, não sei se pagaria para o ver.

Rui Francisco Pereira disse...

É um filme mediano e sobrevalorizado. Rachel Wood é a única que está realmente bem, e foi ignorada...

Abraço

Bruno Cunha disse...

Marcelo, calma! :)
Já percebi que não gostaste do filme.

Back Room, hoje em dia, dificilmente vejo um filme e depois não me arrependo de ter pago por ele. Penso, que se tivesse pago por este filme, não me teria arrependido.

Rui, Rachel Wood também está bem mas Rourke entrega-se de corpo e alma ao papel.

Abraços

Dora disse...

Muit, muito bom!
Só viste agora?
Nesse ano foi o meu 2º melhor filme. O Rourke esteve soberbo!

Bruno Cunha disse...

Dora, só tive a oportunidade de o ver agora e, de facto, é muito bom.

Abraço

Dora disse...

Quando o estavas a ver, não tinhas a sensação que o Rourke era mesmo a personagem? Muito bom!

Flávio Gonçalves disse...

Também eu não consegui gostar deste filme. Há demasiada coisa a pôr-me de pé atrás em relação a'O Wrestler.

Bruno Cunha disse...

Dora, completamente! É nessas alturas que se reconhece um bom actor.

Flávio, acredito, foi um filme que dividiu opiniões.

Abraços

Stella disse...

Pois The Wrestler foi meu filme favorito do Aronofsky. :0

E concordo com a Dora e o Bruno: O'Rourke se transformou 100% em Randy, o lutador.

Loot disse...

Belo filme.

Aronofsky aqui muda de registo o que foi interessante de ver. é um senhor que não tem medo de mudar e experimentar e eu gosto dessa faceta.

Que venha o próximo, juntamente com P.T. Anderson são dos "novos" realizadores que mais me entusiasmam.

Bruno Cunha disse...

Loot,a versatilidade é um ponto-chave que existe em poucos realizadores, juntamente com a qualidade. Os dois que referiste são dois realizadores muito talentosos.

Stella, o Rourke transformou-se em Randy mas The Wrestler não chega, a meu ver, aos calcanhares de Requiem for a Dream.

Abraços

Stella disse...

Bruno, Requiem for a Dream foi um dos filmes mais doídos a que já assisti. Sofrimento destilado...