segunda-feira, 22 de março de 2010

- Já vi: La Marche de l’Empereur (2005)

La Marche de l’Empereur – A Marcha dos Pinguins

O pinguim imperador todos os anos enfrenta-se com o frio gélido do seu inóspito lugar e fazem, em cadeia, uma longa caminhada a fim de acasalarem. Nesse lugar, os pinguins lutam pela sobrevivência e através de delicados movimentos e danças tentam preparar o mundo para o seu delicado progenitor pronto a sair desse ovo.

Vencedor do Óscar de Melhor Documentário, a Marcha dos Pinguins é uma óptima forma de nos mostrar a beleza com que a natureza se confronta e perante difíceis e árduas tarefas lutam pela sua sobrevivência. O toque dos pinguins é belo assim como o perfeito exemplo que carrega sobre a extrema dificuldade da acasalação e, em parte, um confronto perante os Humanos e todas as suas facilidades perante uma acasalação.

A Marcha dos pinguins também se pode julgar pelo toque da câmara, da fantástica banda sonora mas, sobretudo, o caminho dos pinguins perante as belas paisagens da Antártida, um documentário a ver não pelos aspectos técnicos, embora bons mas apenas para embelezar, a nua e crua verdade da época de acasalação a par de uma óptima narração!

A Frase: ”There are few places hard to get to in this world. But there aren't any where it's harder to live.”

pinguins

 

9 comentários:

Jackie Brown disse...

Ah, é um filme belíssimo! Fantástica bandas-sonora e fotografia.

Abraço

Leca disse...

Esse documentário é um retrato real ... real mesmo ... de como os pinguins se organizam ...
Belíssima lembrança...
beijo
Leca

Roberto F. A. Simões disse...

Desta vez estou em desacordo. Mas estou em desacordo mesmo. Claro que é um filme belíssimo. Mas de real tem muito pouco. Por isso discordo especialmente da interveniente Leca, se me permite. É claro que há realidade ali, mas o documetário é tão tão romanceado e humanizado que subverte o factor "real" em três tempos.

É, como disse, um bonito documentário. Mas é pouco mais do que isso. Em termos de mostrar a natureza com realismo... enfim, penso que nem se preocupou com isso. A natureza do próprio documentário é aproximar a vida dos pinguins às relações humanas. É claro que se podem sempre estabelecer comparações, simetrias, mas isto aqui é forçado e a roçar a ficcionalização ou teatralização daquilo tudo.

Enfim, discordo.

Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «

Jackie Brown disse...

Não concordo ali com o Roberto. Acho que é ligeiramente romanceado, não só para captar mais o interesse, mas também para conseguir um efeito cinematográfico mais cativante.
Tirando a parte das dobragens, não estou a ver em que parte é que o documentário, sendo precisamente um documentário, possa ser irrealista.
O efeito pode ser, como já referi, mais teatrializado através das dobragens e da magnífica banda-sonora. Mas o que vemos é real e em nada alterado.

O que o Roberto vê como um defeito, eu vejo como uma qualidade.
Opiniões ;)

Abraços Bruno e Roberto!

Luiz Henrique disse...

O filme é mesmo muito bonito. As concessões dramáticas que foram feitas, para dar uma coerência à narrativa, apenas engrandecem o resultado, apesar de ser considerado como um documentário que pretende mostrar a realidade na natureza. Pode não ser 100% verdadeiro, mas é muito bonito. E isso já é algo ótimo. Um abraço!

Nekas disse...

Leca, de acordo.

Luiz Henrique, obrigado pela visita.
O único realisma tirado da fita é mesmo a linha narrativa que é espantosa mas os seus diálogos tornem a fita menos realista!

Roberto e Rui, penso que o filme é dotade de uma realidade extrema, aliás, assisti numa aula de biologia onde a minha professora dizia que este documentário, embora ficcionado, é um verdadeiro realismo até porque os humanos envolventes nos projectos não se envolveram com os pinguins, tentaram tornar tudo o mais verdadeiro possível e só os diálogos é que tornam a obra mais ficcionada, assim, tendo a concordar com o Rui e aceito a opinião de Roberto porque é impossível uma fita agradar a todos!

Abraços

bruno knott disse...

um documentário absolutamente fantástico, fiquei embasbacado quando terminei de assistir.

O Cara da Locadora disse...

Uma experiência bem diferente acompanhar esse filme. Aliás, a trilha sonora composta por Emilie Simon é uma obra prima da arte... Adoro..

Nekas disse...

Bruno knott, é mesmo muito bom!

O cara da Locadora, ainda bem que tivémos a oportunidade de visionar a versão original que apresenta a banda sonora de Emilie Simon, nos EUA tal não acontece...

Abraços